Experiência pioneira do RS em eventos-teste é referência para a retomada do setor no Brasil

A experiência adquirida pelo setor de turismo e eventos gaúcho na realização de eventos-testes e elaboração de protocolos de segurança durante a pandemia consolidou o Rio Grande do Sul como um case de sucesso na área, com reconhecimento no Brasil e fora dele. Graças a essa expertise, a implementação bem-sucedida regionalmente de normas de controle e de condutas para fornecedores, participantes e público em geral tem servido de exemplo e levada a outros estados e capitais que ainda não conseguiram organizar a retomada do segmento.

Embora cidades e Estados estejam em fases distintas de reabertura de atividades no País, o pioneirismo gaúcho tem se destacado em congressos e feiras nos últimos meses. Desde o mês de agosto, por iniciativa do Porto Alegre e Região Metropolitana Convention & Visitors Bureau (POACVB), pelo menos cinco eventos-piloto foram realizados no Rio Grande do Sul, abrangendo os principais formatos, como feira de negócios, eventos sociais, shows, desfiles e congressos.

Idealizadora dos projetos, a consultora de Marketing de Turismo e do POACVB, Vaniza Schuler, tem sido a responsável por demonstrar aos profissionais da área que é possível voltar a promover eventos com segurança e responsabilidade, desde que haja planejamento e amplo comprometimento de todos os atores do processo. "O setor não tinha parâmetros e os cases de sucesso, nesse sentido, têm papel fundamental para mobilizar e alertar o segmento, ainda muito fragilizado neste momento", comenta a especialista.

Com a maioria maciça das atividades paralisadas há nove meses no País, o setor de eventos e turismo busca meios para voltar, aos poucos, a operar. "Nossa experiência mostra que é possível fazer uma retomada segura e leva esperança a milhares de profissionais. Parece pouco, mas replicando os nossos modelos de eventos-teste temos conseguido ajudar a resgatar a imagem de segurança para os eventos de outras localidades e mostrado que, para isso, basta organização e comprometimento efetivo com as normas e rígidos protocolos", avalia.

Vaniza destaca que a diferença está no timming dessa implementação, pois no caso gaúcho se buscava mostrar que era possível reabrir e promover eventos com segurança e preparo. Já no restante do País, inclusive nos grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro, a hora é de começar a se organizar exatamente após a permissão da retomada das atividades. "A realização de eventos e das primeiras feiras de negócios no Rio Grande do Sul foi algo absolutamente único no Brasil e singular na América do Sul", reforça a consultora.

Nos últimos dias, ela levou a experiência desses testes para encontros com profissionais de Fortaleza (CE), Natal (RN), Brasília (DF), São Paulo (SP), Salvador (BA) e da Colômbia. "Queremos com esse trabalho inspirar e orientar a cadeia de turismo e eventos a se programar para voltar a trabalhar, são mais de 50 atividades econômicas interligadas. Há, além das mudanças sanitárias e de segurança, uma nova forma de pensar nos eventos, que passam a focar mais nos negócios propriamente ditos. Antes, podíamos distribuir brindes, oferecer petiscos, bebidas, agora não mais, o que força o participante a se ater ao objetivo principal do evento", ressalta.

Graças às novas necessidades e normas vigentes, Vanuza enfatiza que os eventos nunca estiveram tão seguros do ponto de vista sanitário. "Atingimos um nível de qualidade nesse quesito que não imaginávamos há poucos meses, e conseguimos entregar eventos e serviços com alto padrão de segurança. Se antes o setor já merecia reconhecimento, agora, em meio à pandemia, asseguro que os eventos são dos lugares mais seguros para se estar", comenta.

Nesse sentido, ela destaca ações até já consideradas básicas na rotina pandêmica, como controles de temperatura e de fluxo de pessoas, uso de máscara e álcool gel nos locais, distanciamento entre cadeiras, expositores, palco, público, higienização constante de assentos, sanitários e ambientes, além da proibição de consumo de alimentos.

Por isso, segundo a consultora, é preciso informar e encorajar os promotores de eventos a investirem nesse novo momento do segmento. "É preciso recomeçar, são outras etapas e processos. Há mais investimento de um lado, mas também economia de outro, o que é preciso é mostrar a governos e profissionais do setor que temos condições de nos readequarmos e superarmos essa fase difícil", conclui Vaniza.



Destaque
Recentes
Arquivo
Tags

​​​​© 2018 por Doxxa | Conteúdo e Relacionamento

CONTATO:

 

SIGA:

  • Facebook - Black Circle
  • Instagram - Black Circle